Tecnologias na Estética Brasileira

Atualizado: Ago 6

A estética descobriu muito cedo como aproveitar as evoluções tecnológicas.




Olá , neste artigo irei discorrer sobre o uso de tecnologias que ganham cada vez mais presença e fama na estética.


Para quem convive e consome serviços estéticos não tem como dissociar do termo tecnologia. Aliás, acrescento que a própria evolução da estética só tem sido possível graças ao crescente interesse de ofertar melhores soluções para o ramo estético.

A demanda por resultados é um desejo frequente seja dos consumidores ,seja dos especialistas e profissionais que atuam .

Não consigo lembrar de um congresso sequer do segmento que não existe na programação o termo lançamento ou novidade. Para quem me conhece sabe que sou um fã de tecnologias e acompanhar o desenvolvimento é algo natural como beber água todos os dias.



Para Estética o conceito de tecnologia é amplo e pode significar, por exemplo, quando você inova um equipamento ou novo ativo com uma determinada ação de resultado cosmético ou estético.

Porém,para ciência, TECNOLOGIA apesar de muito parecidos, deve ser algum tipo de aparelho ou equipamento capaz de reduzir a força de trabalho manual ou facilitar a mesma.

Além disso ,uma tecnologia deve ser útil,funcional e fazer a diferença superando o artifício manual .Em resumo uma tecnologia deve ser eficiente e eficaz devendo ser testada e ter suas funções comprovadas.


O SONHO DA MÁQUINA DA BELEZA


O desejo pela máquina da Beleza perfeita é um desejo antigo e tem seus motivos: O custo para alcançar resultados surpreendentes .

Quando eu menciono custo não quero dizer apenas o preço, mas o custo de tempo. Tempo de recuperação, por exemplo, diante de um determinado procedimento tradicional invasivo o qual para alcançar seus intentos há ETAPAS importantes e modificadoras e necessárias .

O que pese na guerra de tecnologias versus procedimentos tradicionais é realmente experiência , evolução tecnológica e a ambição estética.

Existe sim tecnologias que já provaram sua eficiência, eficácia e seguranças clínicas e podem ter o direito de ser mencionadas como tecnologias estéticas perfeitas, posso citar uma dezenas, mas vou apenas citar três :

  • Tecnologias para remoção de pelos

  • Tecnologias para remoção de pigmentos cutâneos

  • Tecnologia do LASER Co2

Essas tecnologias citadas acima tem histórico científico de largo respaldo. São bem mais antigas do que se imagina e foram desenvolvidas logo após a construção do primeiro LASER baseado nos princípios que Albert Einstein descobriu , inicialmente testadas, ajustadas, reajustadas e vem evoluindo à passos largos sem terem sofrido desgastes excessivos e confrontações cientificas .


A estética ,eu eu digo, a estética generalista não restrita à Medicina estética se rendeua extensos estudos clínicos e testagens médicas e foi adotando para fins exclusivos de beleza e juventude.

É um mérito para estética ter tecnologias que realmente funcionam e cumprem com o prometido, mas isso não serve como base para que toda tecnologia usada na estética seja eficaz .



Na minha opinião, usar termos ou nomenclatura médicas para tentar justificar uma tecnologia na estética só serve para rebaixá-la .

Me desculpem os criadores de tais termos, mas chamar de" lipo sem cirurgia " uma tecnologia que apenas potencializa o metabolismo de gorduras ( e não as tira como uma lipoaspiração cirúrgica clássica ) é atentar contra a perícia e artes dos cirurgiões plásticos, e pior, uma comparação infeliz que ilude as pessoas desejosas de um tratamento com resultados dispostas a quebrar seus porquinhos para ficarem mais bonitas.


As tecnologias médicas , as quais, servem como base nutridora do arsenal da estética tem como princípio fundamental cumprir com resultados clínicos de interesse da saúde .

Ao minimizar tempo cirúrgico ou evitá-lo as tecnologias servem como melhor opção terapêutica ou uma auxiliar promotora de resultados associados ao profissional.

No momento que se tenta forçar a introdução de novas tecnologias sem prévios testes apropriados para sua comprovação pelo menos da eficácia e segurança, tentando maquiar ocultando seus riscos ( ou pouca eficácia ) o que se vê na prática é a destituição do seu uso como escolha e não o contrário.


As tecnologias que citei acima como o LASER para remoção de pelos, o LASER para remoção de pigmentos da tatuagem não só lançaram uma opção como criaram um novo segmento de negócios, novas especializações profissionais e muito resultado para quem procurava uma solução nesses problemas.

Aliás, não querendo ser redundante, mas o foco principal da tecnologia é solucionar problemas e não ficar vendendo máquinas ou aparelhos à profissionais. Cabe uma reflexão profunda da indústria tecnológica no Brasil que invoca custos para justificar seus preços, mas que pode ser mais criativa se realmente se aproximar dos profissionais sem interesses desesperados de colocar sua máquina à venda. Falam tanto de um imenso mercado da estética, descrevem-no como imenso, mas na verdade,ele não é tão grande assim ..


A maioria dos consumos ocorrem por uma fatia constante de consumidores. Novos consumidores não entram de cabeça,principalmente, a classe C e D que é emergente. Essa classe social não gasta por gastar e segura os gastos na primeira ocorrência de instabilidade econômica. Tudo dentro do certo,mas o que se passa é que há sim um discurso mercantil oriundo ainda não sei de onde que fica citando que a estética cresce.


Ora meus queridos leitores, o que eu mais observo crescer nesse mercado são o número de novos profissionais cheios de entusiamo e desejo de serem úteis, ganharem seus dias de maneira honesta e sonhadora,sendo donos de seus próprios lugares, mas, aí é o ponto crucial dessa história:

Cadê os clientes ?

Para quem gosta de refletir e pensar nesse assuntos eu convido à uma leitura sem preconceitos de um dos meus artigos escritos há pouco sobre esse assunto (clique nesse link aqui)


Voltando ao tema do artigo as tecnologias na estética brasileira ainda têm muito o que percorrer,em especial ,nos testes clínicos,muito poucos. A falta de ensaios clínicos condizentes com a tecnologia destroem rapidamente com sua reputação invocam a necessidade de renovação constantes e custos operacionais desnecessários em marketing e publicidade para darem oxigênio e durabilidade à indústria.

A estética não precisa disso e por essa razão, neste país, os procedimentos manuais são preferidos,pois reduzem custos ao profissional e deixam as tecnologias como algo luxuoso e inóspito onde estudar ou falar de tecnologias é coisa de cientista ou quem tem dinheiro.



Cabe lembrar que produzir resultados eficientes e seguros não requer uma competição com métodos tradicionais.

É uma escolha apenas. Uma opção viável que pode ser eleita assim como se escolhe viajar de avião ou de trem para o mesmo destino.

Há tecnologias que ainda requerem melhores testagens e não deviam nem estar no mercado. Aliás, esse mau hábito de lançar produtos para testagem no estilo " vai que cola " não é nenhuma novidade no Brasil e isso deve ser abolido o mais rápido possível. Perde-se pessoas, perde-se credibilidade e perde-se muito capital com isso. A falta de paciência das indústrias de trabalharem um planejamento na hora de lançar ou alegando apenas que o selo da ANVISA é garantia de tecnologia ,também ,já passou .

A ANVISA tem uma regulamentação e exigências complexas ,eu sei,mas necessárias,porém,também,segue normas de equiparação, além de originalidade o que permite que se um aparelho foi inventado em outro planeta e deu certo ( vai saber...) quer dizer que pode funcionar aqui .É nessa estratégia que centenas de aparelhos,acessórios entram no mercado de estética e muitos foram descartados depois .

O pior disso é que não serviu para ninguém. Nem para quem trouxe, nem para quem comprou,muito menos para quem usou. Um verdadeiro desastre.

Por questões éticas não irei citar nomes ,nem muito menos marcas, mas o fato é real e triste para um mercado que merece respeito.

O Brasil já passou da fase colonial e de testagem é um país com um povo cheio de expectativas positivas e não merece ser abusado justamente no segmento que toca em sua auto estima.

A estética não merece mais essa situação.

Venho declaradamente falando sobre o assunto que cita uma versão mais contemporânea de Indústria que é denomina de Industria 4.0 uma alusão à um mercado sustentável onde a indústria como maior influenciador desse setor tem a responsabilidade com o mercado e responde ao feedback do consumidor e seu parceiros (profissionais ) de forma orgânica e menos exploratória. Alguns já perceberam essa necessidade (instintiva ou não ), outros ainda persistem em continuar no "status quo" que defendem que o país é um mercado difícil entre outras falas, mas eu seguirei trabalhando nesse contexto para que se abram as mentes e quem sabe esse artigo chegue às cabeças pensantes e entendam que há uma nova estética sendo criada e que ela não irá aceitar mais o ilusório .

#tecnologianaestetica #tecnologiabrasileira #estéticatecnológica #industria4naestética

#clubdabeleza_oficial #clubdabeleza #anovaesteticajácomeçou



E você ? qual sua opinião sobre o assunto ?

Escreva para mim ,será uma honra dialogar sobre tais assuntos .


Referências para o artigo :


Sobre Tecnologia - O que é tecnologia ? clique aqui

Federação Indústria Administração - FIA - sobre a Indústria 4.0 - clique aqui

Notícias sobre Inovação Mercado estética - clique aqui

Gestão artigo mercado estética - clique aqui

Manual para regularização equipamentos em estética ANVISA - clique aqui

Portal ANVISA esclarecimentos sobre equipamentos estéticos - clique aqui



Dr. Jauru de Freitas, médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atua na saúde pública e privada . É mestre e professor em Dermatologia com ênfase em tecnologias para cuidados da pele.

Estudou marketing de serviços pela FGV e tem MBA em Marketing.

O Dr. Jauru , pesquisa e desenvolve estudos com tecnologias desde 2004 e, atualmente, atua na engenharia médica de aplicativos na Telessaúde para facilitar o diagnóstico e cuidados médicos,bem como a aproximação entre pacientes e especialistas. Escreve e produz conteúdo científicos. Já na Medicina estética, atua há 18 anos na prática médica e procura contribuir para uma estética brasileira séria e mais científica.








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